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Direito do Trabalho

Câmara aprova projeto que restabelece princípio da condição mais favorável ao trabalhador

Comissão da Câmara dos Deputados aprovou projeto que revoga dispositivos da reforma trabalhista de 2017, reforçando direitos e proteção ao trabalhador.

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5183/23, que visa restabelecer o princípio da condição mais favorável ao trabalhador, afetado pelas reformas trabalhistas de 2017. A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei do Trabalho Temporário para garantir a aplicação da regra mais benéfica ao empregado, ampliando a proteção social nas relações de trabalho.

Entre as mudanças previstas, destaca-se a ampliação das responsabilidades empresariais em relação aos direitos humanos, saúde, segurança e meio ambiente em toda a cadeia produtiva. O projeto também restabelece regras mais rígidas sobre jornada de trabalho, horas extras, intervalos, além de reforçar a proteção à gestante e à lactante. Outro ponto relevante é a eliminação de contratos flexíveis, como o trabalho intermitente, fortalecendo as garantias trabalhistas e a atuação estatal na tutela desses direitos.

A proposta, de autoria da Comissão de Legislação Participativa, foi fundamentada em contribuições da sociedade civil e teve parecer favorável do relator, deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), que ressaltou a importância de corrigir o que chamou de "erro histórico" da reforma de 2017. Ele também destacou diretrizes essenciais, como o reconhecimento do papel do Estado na proteção do trabalhador, fortalecimento da Justiça do Trabalho, do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, bem como a valorização do movimento sindical e do direito à negociação coletiva.

Além disso, o projeto busca proteger especificamente os trabalhadores de plataformas digitais e aplicativos de serviços, garantir a efetividade das normas internacionais de proteção ao trabalho e respeitar o princípio da vedação ao retrocesso social. A proposta ainda passará pelas comissões de Trabalho, e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada no Plenário da Câmara. Caso aprovada, seguirá para análise do Senado Federal.

Assim, a iniciativa representa uma tentativa legislativa de reverter dispositivos considerados precarizadores da reforma trabalhista de 2017, reforçando a proteção jurídica dos direitos sociais do trabalhador brasileiro. A tramitação ainda está em curso, e o impacto final dependerá da aprovação nas etapas seguintes do processo legislativo.

Fonte: Agência Câmara — Notícias

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